quinta-feira, 10 de setembro de 2015


A Casa das Sete Luas
                                                                      

                                                                                                                         Gênesis Naum de Farias



Nas Ruas do Velho Centro Comercial, por estes dias passeia a doce Salete, travestida no seu fino xaile, doado por um cliente caridoso, que amante da noite, tecia seu véu de ternura em galanteios eloqüentes e muito decote. Porém, na rua, os últimos ruídos da noite, cada vez mais distantes, armavam sua teia de ternura pelo tempo com a profusão dos espíritos de uma rebeldia romântica e muito desnuda, ao febril e evasivo tormento dos seus palácios. Era aquela travesti do antigo cabaré Tombadim do Mariano, bêbada e velha a lembrar saudosa, seus belos dias nas épocas dos tempos, vaidosa que era no romantismo das lembranças e das saudosas noites do sertão ribeirinho. Era ela, bela e agradável a vista, tal qual um belo anjo estampado no frontispício de um velho altar de igreja sorumbática.

Naquele bordel, mais conhecido como o Recreio da Lua Branca ou A Casa das Sete Luas, um dia cantou noitadas, viveu feliz e amou a vida como o último instante de sua jovialidade, mas entrou para a história, com os seus sofrimentos, porque amou um nobre, falido; uma espécie de dândi contumaz, bem generoso, que viajava sempre daqui pra li, sem cultivar da crítica citadina, certa estima, por isso sofreu os dissabores nos dias de frio e solidão.

Seu jeito calmo contagiava a boemia da cidade dos impossíveis e imperava sua majestade por onde passava. Era a sonhadora de um viver triste, mas sempre feliz em sua pequena timidez, preferia o beijo esperado por muito tempo, porque lhe saciava a alma e fazia-se valorizar no grande momento da ausente volúpia; de róseas face, de dourada tez e olhos de ressaca, negros e embaçados que, com sua pureza, diziam tudo e não dizia nada, mesmo sabendo que por onde passasse, sua linguagem e seu cheiro, sofria a censura dos olhares provincianos do povo desta terra, mas redimida e embelezada, oferecia-se em contemplações de abandono e má fé pelos que de longe sussurravam seu velho e bom passado.

Sua sensualidade poética idealizou-se nas mesas da luxúria, num parto imaginário, sem rumo nem reverso, transcrevendo a forma mais alegórica do cotidiano de uma velha prostituta, do largo mais famoso e badalado da Passagem de Joazeiro, com suas amigas voluptuosas e seus deslumbrados fregueses, sejam eles poetas ou homens ricos e donos do poder político. Na sua morada de perdição e sossego, o pecado parecia não existir, pois seu cheiro, sua classe e o seu glamour povoavam o sonho febril dos donatários destas terras e seus comércios. Ela era uma messalina, e o impressionante é como os homens apreciam essa gente.

O lugar era povoado de muita sutileza, sabendo que além de mulheres voluptuosas, seu largo recebia diariamente homens cultos, políticos e toda uma gama de santos envolvidos pelo ar do mistério e anonimato ali presente como ingredientes para boa conversa, traições, prevaricações e festas noturnas. Entretanto, apesar do glamour, aquelas mulheres representavam a verdadeira mazela produzida pelo progresso da sociedade, com seus preconceitos entranhados no recalque social. No entanto, aquele reduto boêmio abrigava metáforas vivas, pois retratava o pacto social, envelhecido nas insanas hostilidades da época.

A Casa das Sete Luas retratava todo o abandono sofrido pelas funcionárias voluptuosas e suas personagens clássicas advindas dos palácios de antigas cidades portuárias. Salete, órfão de pai e filha da cidadezinha mineira Santana dos Ferros, se perdeu de amor por um boêmio, desses da chamada geração perdida, que intrigava a todos com o seu excesso de pudor ao quebrar barreiras se apaixonar por aquelas musas a desnudar. A mesma chegou a receber presentes de homens ricos e até propostas de casamento, mas dizia que seu lugar era no Tombadim, porque figurava o insaciável desejo pelo prazer e a boa vida oferecida pelos moradores bem dignos desta província.

A própria Salete dizia que era uma figura carregada de significados simbólicos, devido à sua beleza, mas sabia que era amaldiçoada pelas famílias puritanas, porém amada noite adentro pelos grandes donatários destas cercanias, madrugadores em busca de prazeres nas camaradagens das noites do Tombadim. Hoje Salete definitivamente assombra, assusta e se deslumbra com a sua memória, pois troca encantos relembrando sua jovial e temperada época de cabaré em cabaré, a dançar despudoradamente no seu deleite desvelado e antipuritano; a sonhar, no seu portar magistral de pobrezas simples, em fragmentados lençóis, com os amores turvos de sua mocidade, com o ouvido atento aos boleros e as marchas de carnaval em lânguidos e dolências de desencontros, escondidos na humildade e revelado na timidez de cenas quase cinematográficas, através do mundo áspero e cruel do destino.

Sua vida marginal e apaixonada marca o tempo no rebento de sua máscara, pois disfarçada de mulher no espaço das luas brancas e dos amores distantes, passeia pelas ruas do nosso tempo como uma mulher bêbada e sofrida, mas saúda o seu tempo na casa dos afetos, como o ponto fixo de sua existência, que um dia sonhou violar com sua infância estelar no lugar mais mágico de sua mocidade, impressos na sua alma como o ponto cardial que nunca mais poderá voltar.

  
_____________.
FARIAS, Gênesis Naum de. Lavoura de Insônias. – São Paulo: Scortecci, 2015. p. 170-172.

domingo, 22 de junho de 2014

Lançamento do Romance do Poeta



A ALDEIA DO TEMPO - Uma Introdução Amorosa aos Lugares de Memória da Vila Rica do Ouro Preto.

O mergulho no mundo das ideias de uma outra época dá o tom para a busca pelo equilíbrio e comunhão nesta primeira ficção romanesca, e quase sempre depende de frases não ditas e perguntas não feitas ao passado. Por Gênesis Naum de Farias.



A discussão deste romance histórico, que é por si mesmo um ensaio crítico, assume o compromisso de refletir as questões que interessam às mudanças cruciais ocorridas no Brasil Colonial quando do advento da Inconfidência Mineira, quando um velho frade da Vila Rica Colonial retorna do passado sombrio, nas masmorras da Fortaleza Ilha de São José das Cobras no Rio de Janeiro, para relatar o que viu e experenciou com o terrível processo das Devassas. Um homem que encontrou a liberdade no lugar mais improvável de sua alma: no nobre ato de querer confessar-se com os homens. O livro relata o seu envolvimento no motim que deflagrou numa considerável resolução sobre o conflito político entre a Conjura Mineira e a Corte Portuguesa nos idos de 1789, bem como ao modo como se aplicou a causa. E com certa confiança em demasia, relata seus feitos nas tramas da História, atravessando outros riachos numa epopéia de sofrimentos, eternamente recortada por tempos sonoros, onde a liberdade quase que tardia norteava sonhos tão antigos quanto o vasto solo brasileiro... A personagem principal se coloca neste tumultuado devaneio por ter rompido o recato, honrado e delicado, ao expor em público seus erros e suas misérias, angústias e desilusões, forçando-se a rasgar o véu de decência que o tempo cuidará de cicatrizar, sem a pressa de uma certeza rápida para o desenrolar dos acontecimentos tardios. A personagem expõe também suas fragilidades de modo singelo e cru, pondo-se diante do indulgente cenário desta terra sitiada pelo dramático, mas visceral acontecimento. É bem sabido que o mês de outubro de 1788 foi o mês em que culminou o processo de levante pela libertação das terras brasileiras nas Minas Gerais. Tempos depois, as lembranças da personagem no enredo seriam resguardadas à total indolência e ao desespero odioso de uma ansiedade provida pelo que foi pensado e executado, e pelo que foi desfeito a contragosto de todos com períodos de total indefinição e alheamento, pois muitos dos seus companheiros de ideais passaram por excussões desumanas ou períodos de extradição lamentáveis não só corpóreas, mas espirituais, revelando a simplicidade e devoção de uma vida caótica e pobre. Muitos foram torturados, outros trucidados e, outros tantos que faziam parte do clero constituído, foram relegados a uma pena não publicada nos anais da referendagem popular, mas como a historiografia documentou, sofreram na pele a dor de serem punidos – como os desviantes no Inferno – com sinais de indignidade e impiedade recorrente do ódio demoníaco dos poderosos representantes dos monarcas, quando, indefesos, foram renegados, como os anjos traidores, e confinados em masmorras fétidas e claustrofóbicas – como foi o caso destas personagens – sem o mínimo balbuciar de vozes errantes (tão reconfortantes nesses momentos) fora das prisões. Tudo isso por terem sonhado com a libertação dos homens cativos em prol de uma civilização igualitária e por ter planejado e conspirado para tornar independente o povo brasileiro. O Abolicionista Joaquim Nabuco sentenciaria: “(...) As lendas hão de sempre viver, como raios de luz na treva amontoada do passado, mas a beleza delas não está em sua verdade, que é sempre pequena; está no esforço que a humanidade faz para assim reter alguns episódios de uma vida tão extensa que para abrangê-la não há memória possível...”.
No Evento acontecerá: 
Conferência: Entre Simbologia e Imaginário: Construção e Desconstrução dos Mitos na História do Brasil Republicano.
José de Arimatéa Vitoriano de Oliveira
Professor Mestre em História/UESPI/UFC
Local: Pátio Central da UESPI
Dia: 03 de Setembro de 2014 (Quarta-Feira)
Horário: 20:00 horas
Entrada Franca: Será fornecido certificado 
Universidade Estadual do Piauí – UESPI/Campus Ariston Dias de Lima/Rua Antônio de Carvalho, s/n – Centro, São Raimundo Nonato (PI) - Brasil - 64770-000 - Telefone: (89) 3582-1312 e-mail: nucleofoucaultiano@gmail.com -                       Imprensa Foucaultiana®                                                                                      
 



quarta-feira, 26 de março de 2014

Núcleo de Estudos Foucaultiano


 
 
Os Ímpetos de Um Esteta Solitário
 
 
 
Núcleo de Estudos Foucaultiano © Gênesis Naum de Farias
- Professor da Universidade Estadual do Piauí – UESPI.
São Raimundo Nonato/PI/Brasil.
 
 
 
Os últimos anos de vida do pintor italiano Amedeo Modigliani (1884-1920) retratam o que sua própria sina documentou em seus feitos gloriosos: era um tormento vigiado de perto pelas frias noites de desilusões e glórias. Talvez retratassem seu estilo puro e paciente ao ver as coisas na elegância de um tempo sofrivelmente cansado de aparências e vanguardas ciumentas. Ao tempo de uma existência, como poderia se definir para despersonificar a essência dos contrastes que o envolvia nas incertezas do seu nítido silêncio? Primeiro, seria preciso dizer que era um homem do mundo, habitado por muitos lugares e composto por uma simbologia frenética, permeada de muitos desencontros. O existir nesse caso, já efetivava configurações de certa melancolia, com oscilações de temperamento que tendia a lembrar a nebulosidade criada pelas marcas do fracasso. Em tudo absorvia o herói ultra-romântico; na forma, nas ideias, nos hábitos, nas singularidades; em tudo marcado por um profundo mal-estar, que o consumirá por um tédio incurável.
Em sua obra a preocupação estética vai muito além de uma pretensa necessidade de representação, pelo contrário, empenhava-se em captar não meramente a aparência, mas a personalidade de seus modelos. A franqueza era uma competência a mais quando a sua nítida capacidade de alcançar a alma de quem o retratava, transmitia muito do que realmente sentia ao descrever a essência do que pintava, captando através da luminosidade opaca, o onírico de um simples olhar que se abria como janelas da alma. Ao perceber isto, Modigliani traçava seu rumo nas artes daquele tempo, frente aos tormentos íntimos de um vazio fantasmagórico.
Nesta busca pelo absoluto e fugindo sempre das convenções sociais para preencher sua necessidade de silêncio, torna-se tudo e nada ao mesmo tempo. No entanto, enfrentou com vivacidade o cotidiano por combinar ações e trejeitos de um dândi na Paris urbanizada, ao tempo em que buscava para si a ternura de um humilde eremita a procura da irretocável sublimidade nos gestos mais sinceros.
Morto aos 35 anos, Modigliani foi maior que a sua própria obra. Na verdade, seu nome é lembrado na história da arte contemporânea como um feito trágico na desordem monótona de uma época recheada de grandes vultos, onde o improviso não cabia nem era aceito como padrão, isto porque num século de grandes ideias, suas ações eram movidas pela capacidade de viver na intensa sintonia de uma lida cheia de presságios e atribulações. Como suas figuras de olhar vazios, o artista proclamou sua marca numa época atormentada. Tendo sido na realidade composto por referências que davam sentido ao que procurava, se propôs na busca pelo absoluto de tudo: de romanesco a anarquista, tudo o encerrava num ermo de incompreensões, diante do verniz aristocrático, pueril e provinciano da lógica daquele mundo indiferente a si. Mas a apatia e o sentimento de vazio só fortaleciam sua própria interioridade, visto que era um homem de vida interior muito intensa, que criava uma relação com as memórias para afugentar a morbidez niilista do desalento.
Embora viesse de uma pequena cidade da Itália chamada Livorno, logo se lançou na vida boêmia da Paris do começo do século XX, onde as aparências escondiam o apogeu elegante da decadência que se anunciaria com as guerras subseqüentes. Neste universo, saboreou o triunfo e muitas quedas numa vida que nem sempre fora regulada e, mesmo inquieto com os rumos do mercado, sua obra despontava entre os grandes de sua época porque já nascera grande, como o próprio autor de velhas façanhas e peripécias, vivendo na penúria. Ao se lançar na boemia daqueles dias, traduziu o que de melhor podia se pronunciar como arte moderna.
Em 1920, após duas décadas lutando contra a tuberculose, enfrentou uma complicação fatal de meningite que o levaria a óbito, vivendo precariamente e alimentando-se de forma desordenada. A ousadia deste artista, de família judia que estudou arte clássica e que desbravou a Pátria das Letras, legou importantes documentos para a contextualização da arte naquele início de século. O tratamento de sua atuação poderia sugerir muitos e diversos desdobramentos para o tempo que se estabelecia como uma era que se anunciaria precária, retocada de poucas tecnologias, porém determinaria o artista que se projetava naquele período.
            A incompreensão àquele tipo de sociedade, já se propondo pelos ditames do consumo, tende a lhe isolar num mundo imaginário que poderia ser classificado como burlesco, por optar por viagens ermas, frente interiorização de si no abandono de quase tudo. O verniz aristocrático do homem moderno, mesmo com certo exagero de sua parte, marcará época ao fazer a exaltação da individualidade como meta para acorrentar os indivíduos pelas normas do espírito singular do “ter”, os quais valorizam o bom senso uniforme da exclusão social pela necessidade de se discutir um padrão e uma verdade mecanicista nas relações sociais, num universo de poucas opções.
A valorização de sua obra alcançou um processo espantoso após sua morte. Era conhecido como “Maudit” que em francês, discorre sobre sua personalidade no Pantèon dos amaldiçoados, de modo mais incisivo, visto que seus trejeitos conceituavam um estilo de vida que ia muito além da mera formalidade. Na verdade, Modigliani não se enquadrava na pluralidade de tendências que aplacavam os movimentos reinantes no mundo daquelas artes. Estava fora do lugar comum e isto fazia de sua personalidade o figurativo irreconhecível no panorama daquele tempo, no entanto suas marcas ponderaram o que de melhor se produziu com o misto da independência. Sua vida galante e boêmia refletia a vivência dos melhores e dos piores prazeres adquiridos na sobrevida, martirizando-o pela fragilidade de sua saúde, legada pelo consumo exagerado de haxixe e outras drogas como láudano, absinto e vinho nas noitadas de uma época apaixonante que o acompanhariam por longos dias. Seu espírito mundano, definida pela ousadia de sua personalidade, desafiava sua precocidade no trajeto de sua estada naquela Paris e, mesmo em face do seu percurso, definido exclusivamente pela linha austera do seu traço, tinha o diferencial que o exaltava diante das injúrias que a sorte o legou nas agruras da sina que o mataria, assim como matou a Dama das Camélias...
No exposto há sempre uma concepção fatalista para os resultados desse projeto de vida naquela sociedade, pois seus desejos de não se artificializar no contexto da personificação de um modelo “enquadrado” inverte o diálogo com a realidade para torna-lá trágico e de difícil acesso. Enfim, aquele Poeta Maldito era dado a Odes, Opúsculos e Exílios, se reservando as paixões mais íntimas que corroboraram para um enfrentamento contundente junto aos contrastes de sentimentos que o vazio desolador proporcionava ao homem no seu intenso convívio naqueles dias de guerras.
Não é difícil, contudo, imaginar aonde esse artista fecundo chegaria. Embora seus maiores interesses se projetassem como os traços de suas esculturas, com pescoços alongados, numa nítida influência das estátuas egípcias, nas quais o corpo se verticaliza como um pedestal, Modigliani desde sempre trilhou um caminho que naturalmente o levaria ao Impressionismo, porém sua vertente metafísica fazia alusões nítidas de que em poucas horas seu traço retornaria, com força impactante, aos elos de sua formação cabalística, indo além dos retoques mais exóticos para se afirmar como um artista de transcendência. Este diálogo trágico com seu eu subjetivo, deverá ainda encontrar forte eco nas ações afetivas que o ligavam à literatura, por acreditar que desta forma chegava o mais próximo do eu que procurava na interioridade que lhe coube sentir no vazio humano, como matéria para a poesia que respirou e inspirou.
Nesta época descobre as belezas negras do continente africano e depõe suas máscaras para invernar pelos caminhos fascinantes das influências mitológicas da linguagem escultórica. Seus biógrafos reconhecem nesse momento o principio de uma descoberta fascinante que o despertaria para o que se tornaria evidente em sua obra: a realização dos próprios trajetos rumo ao sonho de uma realização não alcançada em vida.
Ao tempo de uma existência, como essa personagem das artes mais sinceras poderia se definir para despersonificar a essência dos contrastes que envolviam as incertezas do seu nítido silêncio? Primeiro, seria preciso dizer que habitou o mundo com a sensibilidade de um deus ao identificar nos lugares de memória a grandeza de servir, amar e ampliar tudo ao redor de quem o circundava. Era na verdade um homem do mundo. Eis o que os tempos do mundo deveras ter lhe dito: somos no espírito deste tempo, Estátuas de Mármore. Ele poderia ter reivindicado para seus muitos eus a máxima de Terêncio (185 – 159 aC) adotada integralmente pelo pensador Karl Marx: “Sou humano: nada do que é humano reputo alheio a mim”.
Não será surpreendente encontrar neste pequeno Inventário de palavras, transcritas em forma de poesia, o Modigliani de outras épocas. São poemas que retratam o embate intelectual deste com os muitos apaixonados encontrados nos cafés de Montmartre daqueles dias. Neste bairro boêmio francês, palco dos muitos encontros entre jovens pintores renascidos da influência de Van Gogh, Cézanne, Guaguin e Toulouse-Lautrec, um dia um jovem judeu sonhou viver a intensa alegria de um encanto sem pressa. Mais tarde as imagens dessa vida errante, retratada tão esplendidamente por Toulouse-Lautrec, seria motivo para tão faustuosa tragédia, vivida provavelmente pelo talentoso e autêntico Modigliani, auspiciosamente aclamado pela forma que se revelaria pronto, especialmente por meio do olhar vazio e languido deposto em seus retratos, parecendo mover o artista em direção à sua empreitada por uma linguagem própria encarnada naquilo que Charles Baudelaire docemente chamava de vida moderna. A sentença deste nortearia a sina fascinante do outro: “Por sorte, surge de tempos em tempos quem coloque as coisas no devido lugar: críticos, amantes da arte, espíritos inquisitivos...”.
Nisto, era possível pensar como as pessoas o viam naquele universo de conflitos e poucas atribuições? Então, parei para imaginar que ele talvez fosse um homem que fazia o que dizia e dizia o que fazia. As gentes daquele mundo externas a ele poderiam concordar ou não com as suas ações, discursos e pensamentos, que foram sendo desenvolvidos ao longo de sua vida, mas uma coisa era certa, eles eram absoltamente fiéis e coerentes ao que acreditava como entendimento de uma dignidade.
Essa experiência, em particular, pode nos dizer muito sobre a intensidade poética encontrada nos versos soltos desta obra que tenta falar de um Modigliani para além dos seus propósitos, revelando o fascínio com que sua breve e tórrida existência causava a qualquer vivente ao se deparar com a linguagem simbólica, encarnada neste grandioso pintor que um dia tentou idealizar sua arte, com arranjos poéticos, ao descrever o pouco que sentia ao ser apresentado ao mundo como idealista, ao tentar redesenhar seus traços em iluminuras e abstrações que flertavam sob o olhar impetuoso e simplificativo do feminino, privilegiando o conteúdo nostálgico do olhar vazio, que um dia transporia luz!
O exemplo exposto mostra que as experiências de aprendizagens pela alteridade de um artista ou num artista consistem em várias formas de conceber a própria pluralidade, quando na diversidade, outros olhares podem definir a mesma contemporaneidade. Olhar o mundo a partir de muitas e diferentes formas privilegia o homem para viver a ânsia de todas as suas descobertas, passando pelas explicações conceituais até adentrar na lógica do pertencimento, onde se vive em vários mundos numa única vida.
No consenso de todos os acontecimentos trágicos daquele tempo, Modigliani permanece sendo um ideal fantástico, um ideal da mocidade, entre tantos seres reais e abstratos, onde a arte nem sequer permanece convencional, mas ao menos, este personagem vai além do mero romance... É como um espírito... Que resiste a sua própria precariedade. Sua loucura foi desafiar os mistérios que soube cultivar, podendo com todo o fracasso que vivenciou, apresentar-se ele mesmo como um verdadeiro exemplo do misterioso processo da arte, que tudo sabe cultuar na sublime nota de uma realidade decadente...


 
 
Imprensa Foucaultiana®

 

 

domingo, 15 de setembro de 2013

Nùcleo de Estudos Foucaultiano


O Doente Imaginário 

 
Núcleo de Estudos Foucaultiano © Gênesis Naum de Farias
Poeta Bruxulesco® - Professor da Universidade Estadual do Piauí.
São Raimundo Nonato/PI/Brasil.

  
Eu desisto! Assumo no instante presente que sou o que nunca consegui ser. Fui mesmo a vida inteira um sonhador de palavras velhas que cansadas, pretendem parar de soletrar murmúrios tardios e, mesmo em face dos amores que vivi, sinto estar velho para amar outra vez. O amor é mesmo um luxo caro, já dizia um Poeta Português. Mas o amor é encantador e por isso se ama por assim dizer e ter o que falar. É doce sentir nas palavras que o ato de amar é incontestavelmente singular. Só ama quem produz sentido, fazendo as palavras decantarem prantos, dramas, solfejarem notas sempre insurretas e prematuramente, sofrer na intensidade do desencanto. Amar é isso, é fingir que dói, quando se corroer por dentro, é o mesmo que fingir que não dói não atingir as primícias do ato de amar. 

Amar nem sempre é bom, mas nos torna grandes, quando ainda somos bem pequenos para parolar sobre coisas divinas que nem sempre podemos alcançar. Quando se ama se ama. Quando se perde um grande amor, se perde de vez e se perde os rumos do norte nas canções do mar, quando em noites de lua, o seu marolar é mais intenso que as ondas do ar. O amor é fogo. Encerra-nos por dentro e nos faz destoar em pensamentos tardios, deixando-nos sem sono, sem fome, sem desejos pretensamente materiais, sem a pressa cotidiana, sem a temperança do amanhecer e, nostalgicamente, nos encanta. O encantamento das palavras quando afirmadas com sinceridade nos faz crer que somos maiores do que tudo. Ele nos transporta no imaginário de alguém, fazendo lembranças se tornar saudades redentoras e, são tão complexas as causas que levam um indivíduo a amar, que ele nem mesmo sabe por que ama sem o contentamento do instante. 

Quando se ama alguém no instante antigo do desapego, tudo se faz conspiração, mas os rumores tardios, sem retoques, ampliam o acaso dos registros mais sinceros. É como ver o tempo nos adormecer com a ternura de uma criança e nem sentir as horas que passam sem a misericórdia do controle. O relógio do tempo é mesmo o infame que nos atordoa quando queremos sofrer ao dizer ao outro quem o ama. É um segredo revelado, porém maculado e impoluto que atinge a grandeza redentora da verdade. Já não se têm amantes como outrora, que mesmo em face de qualquer descontentamento, falam do amor como asas de mistério. 

Na verdade, a realidade é tão severa com quem ama, que dizer o que sente, já se tornou tão banal e impróprio, que ser verdadeiro com as palavras torna-se doloroso e penoso, pois verdades que nascem mortas, não servem para serem ditas. O amor nestes casos torna-se revelador a ponto de nos perguntarmos por que escrevemos ou porque sofremos pela verdade não dita. O triste disso é que a humanidade se tornou enferma de si própria sem entender a ética do cuidado de si. Mas o dia nasce para quem ama e os primeiros dias da primavera já nascem velhos e sorumbáticos, como se nem fosse a estação dos primeiros encontros, dos primeiros projetos, dos primeiros sonhos, dos primeiros olhares, das primeiras enamoradas e, porque não dos primeiros arroubos. 

Quando a humanidade reaprender a amar, os dias se tornaram mais longos, as horas mais descompassadas e os passos mais lentos. O difícil é fazer esta mesma humanidade se reencontrar na amável doçura de uma certeza jeitosa, já que sem muitos sonhos e sem muitas aspirações, caminhamos para o mesmo desfecho, sonolentos como almas tristes que não encontram paz nas coisas mais simples. Mas quem sabe minhas infindas desistências não são prematuras porque também nunca soube amar da forma que o concebo nos meus devaneios poéticos. Tem horas que pensamos em desistir de tudo, inclusive dos raios do sol que iluminam o dia. É quando deveremos pensar que certas incertezas servem para nos fortalecer diante das adversidades, isto porque nem sempre somos tão capazes de falarmos de nossas próprias fragilidades; mesmo aquelas mais recalcadas. O recalque que nos orienta é intolerável e deve ser pensado assim.  

A vida tem se tornado intolerável porque nunca conseguimos interpretar o que deveras ser conjugado com sinceridade, mas quando escrito, torna-se documento. Talvez se o ato de amar alguém fosse interpretado com mais pureza, as incertezas históricas do ser humano pudessem se tornar mais explicativas. Nos velhos casarões da memória, tudo afirma uma sensação triste, porque tudo passa, inclusive a certeza de quem somos ou de quem amamos. Um dia escrevemos o nome de alguém em nosso coração e outro dia simplesmente o tiramos daquele lugar sagrado, cheio de verdades. O que não passa é a certeza de que as mais profundas horas atordoam qualquer vivente no eito dos passos lentos, nos decênios de uma cidade morta. Quando descrevemos o amor em tempos de cólera é para documentar que ele nos imprime verdades nem sempre sinceras, afinal, somos o que somos porque sempre fazemos escolhas impróprias que de forma nem sempre elegante, ressoa em ruas despedaçadas. Mas amar é sempre bonito. Tanto para quem ama, quanto para quem é amado e, por isso suas asas de mistério são enormes e quase nunca é percebida por quem não sabe o que é o amor. Dorival Caymmi já cantava, “Você não sabe amar meu bem, não sabe o que é o amor, nunca sofreu e quer saber mais que eu...”. 

Eu sempre acumulo muitas perdas porque minhas paridades são sempre intensas. Costumo sempre dizer que nos meus romances de angústia, as fatalidades são sinceras e desencontradas no isolado som da tristeza, sob a sombra distinta da partida. Vivo de dilemas infernais a espera do conforto da palavra, na toada das dores de um passado que o esteio esvoaçava no recinto dos sonhos, e sob a visão de castelos demolidos, me reconheço sem a altivez dos profetas que a esmo se perdeu nos termos da euforia. E que o decrepitar da timidez me consome, em clamores, vive imerso minhas fantasias e de nostalgias, vivo preso à agonia... 

Mas se assim sou, como posso ao tempo de uma existência, me definir para despersonificar a essência dos contrastes que envolvem as incertezas do meu nítido silêncio de Poeta? Primeiro, seria preciso dizer que sou um homem do mundo, habitado por muitos lugares e composto por uma simbologia contida de desencontros. Eis o que o tempo sempre me diz: sou no espírito deste tempo, uma Esfinge de Mármore. Eu poderia reivindicar para os meus eus a máxima de Terêncio (185 – 159 aC) adotada integralmente pelo pensador Karl Marx: “Sou humano: nada do que é humano reputo alheio a mim”. 

Agora, desistindo de tudo, inclusive e mim mesmo, me ponho a pensar como um doente imaginário que busca para si a extraordinária certeza da razão de que desistir de amar é como desistir de viver, e faço das palavras de Augusto Renoir as minhas, quando descreveu o mais belo amigo, Amadeu Modigliani, a dançar na chuva feito uma criança insone que de louco tinha apenas um pouco de lucidez: “(...) Eu o vi dançar uma vez, perto da estátua de Balzac. Seu rosto estava bonito, seus passos graciosos... Pavoneado-se com a música, ele sorria... Ele foi tudo o que eu já fora. Roubei aquele momento e guardei-o na memória... Para estar lá e me confortar nos meus dias finais”.
 

Imprensa Foucaultiana®

 

 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Núcleo de Estudos Foucaultiano


IX Encontro de Professores Pesquisadores Sobre Educação na Contemporaneidade

UESPI\Núcleo de Estudos Foucaultiano\Seleção de Imagens\Conferência do Professor Gênesis Naum de Farias.



Acontecerá no Campus da UESPI - São Raimundo Nonato
Eixo Central do Evento: Interdisciplinaridades Foucaultianas: Uma Trajetória pelas Ciências da Subjetividade.



         Está acontecendo desde o dia 14 de Agosto o IX Encontro de Professores Pesquisadores Sobre Educação na Contemporaneidade no Campus Ariston Dias Lima, organizado pelo Núcleo de Estudos Foucaultiano; evento que já entrou para o calendário oficial da Universidade Estadual do Piauí por congregar pesquisadores e educadores que através da Extensão Universitária queiram falar de suas pesquisas e de suas metodologias de ensino com pesquisa. O referido evento está em pleno desenvolvimento e transcorrerá até o dia 28 de Setembro, onde uma empreitada de Pesquisadores e Professores da Pós-Graduação da Universidade Estadual da Bahia – UNEB, que tem um Campus no Município de Juazeiro da Bahia, prestigiará o Campus Ariston Dias Lima com uma visita de campo e concluirá sua atividades com uma Conferencia proferida pela Prof.ª Dr.ª Luzineide Dourado Carvalho que fará uma conferência sobre o Panorama da Educação Contextualizada no Brasil, fechando assim com chave de ouro o Encontro de Professores Pesquisadores.

       O evento deste semestre trás como Eixo Central a temática As Interdisciplinaridades Foucaultianas: Uma Trajetória Pelas Ciências da Subjetividade e conta com a experiência de diversos profissionais da área da pesquisa educacional, bem como de profissionais desta e de outras regiões, que de forma comprometida trazem suas observações para a trajetória da pesquisa e do debate no âmbito desta Universidade. 

Sobre O Núcleo de Estudos Foucaultiano

         O Núcleo de Estudos Foucaultiano é um Projeto de Extensão desenvolvido como Pesquisa Aplicada e tem por objetivo fundante a compreensão da obra do filósofo Michel Foucault com vistas ao aprimoramento do espaço do debate na Universidade, tendo como referencial os pressupostos teóricos empreendidos pelo contexto que envolve os processos de desterritorialização em sua dinâmica de pluralidade junto à pesquisa educacional e a formação dos estudantes das Licenciaturas nos Campi da Universidade Estadual do Piauí – UESPI, de modo a entender e fortalecer as estratégias de ensino-aprendizagem com vistas a uma melhor compreensão dos sentidos da Educação na Contemporaneidade.

        O Professor Gênesis Naum de Farias ressalta ainda a importância do evento para a micro-região, já que o fomento por novas abordagens sobre o fazer da pesquisa em sala de aula ou a pesquisa nas escolas é um requisito que atende aos novos rumos que a escola do século XXI exigirá para que de fato se tenha um espaço escolar pontuado pela qualidade do ensino multidisciplinar. O mesmo reforça: “A escola que queremos está longe de alcançarmos, mas a que pretendemos criar ou reelaborar pode se consolidar com praticas inovadoras e com compromisso profissional, trabalho em equipe e vontade política”.

         O evento contará ainda com o lançamento de dois livros, um do próprio Gênesis Naum de Farias e um segundo lançamento do Professor Dr.José Carlos Aragão da Universidade Federal do Maranhão – UFMA, que vem a público dividir sua proficiência doutoral com um trabalho inédito sobre a sociologia do presente, isto, para entender os nortes de uma geografia que em si, pretende ressignificar alguns conceitos sobre o fazer da pesquisa no Sudeste do Estado do Piauí.

     O Professor Naum de Farias ressalta ainda a importância do evento quando transfere para a Universidade o bastião deste empreendimento: “É de suma importância ajudar uma Região inteira no empreendimento de formar para atuar nas escolas e, este é o papel da Universidade Estadual, pois além de organizar eventos como este, forma cidadãos capacitados para atuarem no mundo, pois possui uma Educação humanística e de excelência, com troca de experiências mútua com outras instituições de ensino, a conviver com a diversidade. A UESPI educa jovens que partem para o mundo do trabalho com bagagem de cidadania e cultura. Venha estudar com a gente! A nossa missão é educar! Além do mais o acompanhamento acadêmico é permanente, sem contar que possuímos um corpo docente qualificado, com professores pesquisadores que atuam com formação de ponta com responsabilidade social. Somos uma Universidade que possui atividades culturais e artísticas, fazendo um intercambio com universidades parceiras. Por tudo isto, acredito que temos ainda muito por fazer, mas o desafio é para ser vencido”. Conclui o Professor Gênesis Naum de Farias.



Público Alvo: Educadores, Estudantes, Sociedade Civil.
Responsável pelo Evento: Professor Gênesis Naum de Farias
Núcleo de Estudos Foucaultiano - UESPI



Universidade Estadual do Piauí - UESPI 


Educação humanística e de excelência, troca de experiências, convívio com a diversidade. A UESPI educa jovens que partem para o mundo do trabalho com bagagem de cidadania e cultura. Venha estudar com a gente! A nossa missão é educar! 


●Acompanhamento acadêmico permanente ● Corpo docente qualificado ● Professores-pesquisadores ● Formação de ponta com responsabilidade social ● Laboratórios e oficinas ● Atividades artísticas e culturais ● Complexo poliesportivo ● Intercâmbio com universidades parceiras ● Participação em projetos sociais e ambientais ● Biblioteca com mais de 5 mil volumes. 

Informações
89 3582-1312


COMPAREÇAM!!!!!!!

sexta-feira, 7 de junho de 2013


Professor Gênesis Naum de Farias é Publicado na Revista da UNICAMP
E ainda é Destaque em Encontro de Arte e Educadores em Oeiras (PI)

Aconteceu na cidade de Oeiras (PI), Campus Professor Possidônio Queiroz entre os dias 24,25 e 26 de Maio o Encontro de Arte e Educação sobre os Novos Olhares Contemporâneos no Contexto da Realidade Escolar. O referido evento contou com uma equipe multidisciplinar para o quesito de organização, contando com professores do Campus de Oeiras e São Raimundo Nonato, do qual o Professor Gênesis Naum de Farias fez parte em comissão de organização. Além de atuar na organização, proferiu uma conferencia que se intitulou A Educação e a Subjetividade no Contexto da Indústria Cultural, ocorrida como mesa redonda na noite do sábado dia 25. Ao todo, ocorreram quatro (04) grandes Conferências e uma série de comunicações, bem como a apresentação em forma de recital homenageando o Poeta e Diplomata Vinicius de Morais, fechando o evento com a graça da poesia. O evento esteve sob a responsabilidade da Professora Magda Soares que trabalha a disciplina Arte e Educação no Colegiado de Pedagogia e o enfoque central do debate pretendeu partilhar experiências culturais e educacionais, garantindo a aproximação entre diferentes pesquisadores através de suas produções com extensão universitária. No ensejo, fora apresentando o Documentário O Estado da Arte na Fuleragem de autoria do Professor Naum em parceria com a Universidade Estadual da Bahia, através do Departamento de Ciências Humanas – DCH III/ Juazeiro – Bahia.
No ensejo, é bom lembrar a publicação recente do artigo do referido Professor Gênesis Naum, pela Revista da UNICAMP, quando trouxe relevantes contribuições teóricas e epistemológicas para o campo científico da Arqueologia. O artigo é fruto de uma conferencia proferida na própria UNICAMP entre os dias 19/03 e 23/03 na I Semana de Arqueologia. A produção do artigo é parte do intenso debate sobre o campo multidisciplinar do Currículo no contexto crítico e sua produção se deve a uma pesquisa que tem como foco ampliar as demandas práticas do trabalho acadêmico, quando o mesmo é norteado pelo referido documento (Currículo) que regimenta os diversos eixos do ensino no âmbito da formação. O autor fala sobre a publicação do artigo: “Caros Professores, gostaria de dividir com todos vocês a publicação do ensaio crítico ‘O Ofício do Arqueólogo: O Currículo em Tempos de Subjetividade e Crise’ pela Revista da UNICAMP fruto de uma conferencia nesta Universidade em meados deste ano. É com grande satisfação que comunico o lançamento dos Anais da I Semana De Arqueologia da UNICAMP – ‘Arqueologia e Poder’, publicado como edição especial da Revista de Arqueologia Pública (ISSN 2237-8294), publicação esta vinculada ao Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte (LAP/NEPAM/UNICAMP). O acesso aos textos que foram apresentados durante o evento, divididos em seções temáticas, pode ser feito por meio do link:http:/www.nepam.unicamp.br/arqueologiapublica/

Agradeço mais uma vez a todos e desejo uma ótima leitura a todos!




 

Núcleo de Estudos Foucaultiano © Gênesis Naum de Farias 
Poeta Bruxulesco®
- Professor da Universidade Estadual do Piauí – UESPI.
 São Raimundo Nonato/PI/Brasil.

 





 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Caros Amigos, Colegas, Professores!

Caros Amigos, Colegas, Professores!


Gostaria de dividir com todos vocês a publicação do texto "O Ofício do Arqueólogo: O Currículo em Tempos de Subjetividade e Crise" pela Revista da UNICAMP, fruto de uma conferencia proferida nesta Universidade em meados deste ano.  É com grande satisfação que comunico o lançamento dos Anais da I Semana de Arqueologia da Unicamp - "Arqueologia e Poder", publicado como edição especial da Revista de Arqueologia Pública (ISSN 2237-8294), publicação esta vinculada ao Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte (LAP/NEPAM/UNICAMP).

O acesso aos textos que foram apresentados durante o evento, divididos em seções temáticas, pode ser feito por meio do link: http://www.nepam.unicamp.br/arqueologiapublica/

Agradeço mais uma vez a todos e desejo  uma ótima leitura a todos!

Gênesis Naum de Farias
Universidade Estadual do Piauí - UESPI
São Raimundo Nonato